O manual da criatividade e como desenvolvê-la

2016/Desconhecido

Popularmente a criatividade é considerada um dom; talento natural de um indivíduo, mas na realidade é uma habilidade humana que todos possuem. Mas o que é, de fato, a criatividade?

Criatividade é um conceito associado a diferentes atributos ligados à originalidade, à variedade, à espontaneidade, à facilidade em ver e entender de maneiras diferentes as coisas do mundo. Ela é a capacidade inerente a todo ser humano em criar, inventar coisas novas; habilidade para gerar maneiras fluentes e novas de lidar com problemas e organizar material.

Em um mundo onde ter um diferencial é algo básico para um profissional, ser criativo é elemento primordial no mercado. Muito além disso, se torna ferramenta fundamental para a expressão subjetiva de casa indivíduo como sujeito crítico. John Kao diz: “Se você quer inovação, tem de ter gente que saiba fazê-lo. Se quer gente que sabe fazê-lo, elas têm de aprender como”.

Estudos cognitivos revelam que é possível tornar-se mais atento, conquistar um olhar mais educado, aprimorar a sensibilidade tátil ou auditiva e outas conquistas mais. A criatividade pode ser estimulada e todos que receberem esses estímulos apresentarão incontestáveis progressos na capacidade de criar, ainda que a natureza desses progressos varie bastante de uma para a outra pessoa.

A carga hereditária de uma pessoa pode predispô-la a ser mais ou menos criativa, mas a capacidade de criar e expressar o produto da sua criatividade depende bem menos de genética e muito mais do ambiente, entendido como entorno cultural. “É importante, entretanto, que o divagar de pensamentos assim proposto possa caminhar segundo algum roteiro. Criatividade à solta representa energia mentais desperdiçadas”, (Antunes, Celso. 2003).

Alguns exercícios podem facilitar a liberação do processo criativo. Entre eles as técnicas criadas pelo Dr. Flach e pelo Dr. Morris podem ajudar as pessoas a se livrarem das restrições da rotina e usar a criatividade inata para desenvolver novos projetos, encontrar soluções de problemas e adaptar-se a mudanças. Elas servem como um roteiro para aumentar o comportamento criativo.:

  • Prepare-se: leia e converse o máximo que puder sobre o que deseja criar — uma solução, um quadro, uma nova abordagem de um negócio. Prepare o terreno.
  • Incube: todos nós queremos soluções rápidas, mas quando as respostas não vêm de imediato, ponha a ideia de lado. Deixe-a fermentar no subconsciente. Mais tarde, talvez uma semana ou um mês depois, haverá progresso.
  • Ilumine-se: em caricaturas isso é representado por uma lâmpada sobre a cabeça. Trata-se do ponto em que o progresso ocorre. Deixe-o acontecer. Algo estala em sua cabeça, e você diz: “Ah, essa é uma boa ideia”.
  • Teste: uma vez encontrada a solução criativa, é preciso aplicá-la. Se há um novo meio de lidar com seu casamento, por exemplo, coloque-o em prática. Se houver uma nova maneira de criar uma escultura, execute-a. Dr. Flach (2009) diz que ninguém recebe o prêmio Nobel por ter uma ideia nova, mas sim por testá-la e provar que funciona.
  • Distancie-se: você pode realizar isso apenas mudando o recinto em que trabalha ou as roupas. Pode fazer uma “excursão mental”, imaginando uma viagem agradável ou um lugar para onde gostaria de ir. Contemple imagens muito remotas de seus interesses comuns ou trabalho.
  • Varie as atividades de lazer: não dedique o tempo livre a um único passatempo, como tênis ou assistir à televisão. Adquira uma diversidade de experiências. Conheça novas pessoas. Leia livros. Em primeiro lugar, o lazer deve relaxá-lo. É difícil ser criativo quando tenso. E, evitando a rotina só tênis ou só TV, você recebe estímulos de várias pessoas e ambientes, além de usar uma série de músculos e talentos. A variedade constitui um fertilizante para a criatividade. Encontre segurança. É muito difícil ser criativo se estiver preocupado com a sobrevivência.
  • Não tenha medo de ficar só: se você pretende ser criativo, precisa de tempo para dar ouvidos ao eu interior em vez de a alguém ou algo mais.
  • Escreva ou grave suas frustrações: quando estiver frustrado ou confuso, e as ideias não aparecerem, escreva ou grave o que o perturba. Isso ajudará a “pôr ordem na casa para a ação”.
  • Cultive o cérebro: verbalize ou anote tantas ideias quantas conseguir extrair do cérebro. Deixe a mente vaguear e pense em todos os tipos de solução. Você pode ajudar-se a atingir solo fértil estabelecendo analogias. Por exemplo, “quero pintar um quadro melhor, mas é como espremer o último resquício de pasta do tubo.”
  • Adie o julgamento ouça realmente os próprios pensamentos, mas não julgue as ideias de imediato. Não diga: “Isso é bobagem”, ou: “Não dará certo”. Ao aplicar adjetivos negativos, você bloqueia o fluxo de ideias. Continue a pensar em soluções, por mais malucas que possam parecer. A quantidade eventualmente produzirá qualidade.
  • Não tenha receio de cometer erros: se você falhar, aprenda o que não funciona. Tente uma nova abordagem. Se não falhar, não estará sendo criativo, pois as novas trilhas não têm sinalização e são repletas de armadilhas.
  • Não invente desculpas: idade, doença e falta de tempo são razões frequentes oferecidas para a incapacidade de criar. Raramente têm fundamento. Picasso, aos 91 anos, mantinha os apetrechos de arte ao lado da cama para o caso de acordar durante a noite e ter uma boa ideia.
  • Observe tudo cuidadosamente: Aproveite o que você observa e pense em que poderia ser aproveitado para sua vida.
  • Todo dia escreva pelo menos uma ideia de como você pode fazer seu trabalho melhor; como poderia ajudar outras pessoas; como posso ajudar o meu país.
  • Armazene ideias: Coloque em cada pasta um assunto. Ideias para a casa, para aumentar a sua eficiência no trabalho, para ganhar mais dinheiro. E vá aumentando este banco de ideias através de leitura, viagens, conhecimento com novas pessoas, filmes, etc.
  • Descubra novas fontes de ideias: através de novas amizades, de novos livro e de assuntos diversos.
  • Compreenda primeiro: depois julgue e tire suas conclusões.
  • Descubra o problema: ataque seus problemas de maneiras ordenadas. Uma delas é descobrir qual é realmente o problema, senão você não vai achar a solução. Faça seu subconsciente trabalhar.
  • Construa grandes ideias a partir de que ainda são só ideias: Associe ideias. Combine. Adapte. Modifique. Aumente. Diminua. Substitua. Reorganize-as. E finalmente. Inverta nas ideias que você tem.
  • Aprenda a fazer perguntas que desenvolvam o seu cérebro: Quem? Quando? Onde? O quê?, Por que? Qual? Como?
  • Use o seu tempo ocioso com sabedoria. Lembre-se de que a maior parte das grandes ideias, os grandes livros, as grandes composições musicais, as grandes invenções foram criadas no tempo ocioso de seus criadores.

Ser criativo é estar sempre em busca de novas informações, sempre disposto a sair da zona de conforto. Com o estímulo necessário, a porta das ideias estará aberta com mais frequência, mais facilmente, tornando-se alguém viciado em inovação e, por consequência, alguém mais criativo.

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Vanessa Fontoura
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Natural de Vitoria do Espírito Santo, 22 anos, formada em magistério, estudante, colunista e escritora, é apaixonada pelos mistérios da vida e as peculiaridades da raça humana.