L.U.B. | O Edifício Joelma e as 13 almas

O incêndio que ocorreu em um dos prédios mais importantes de São Paulo, o Edifício Joelma, é um fato conhecido pela maioria dos brasileiros, mesmo os mais jovens. Um curto-circuito, no 12° andar, foi, sem dúvidas, um dos maiores incêndios já vistos pelos paulistas. Esse trágico acidente resultou na morte de 191 pessoas e deixou outras 300 feridas. Desde então, o agora chamado Edifício Praça da Bandeira, localizado na Avenida Nove de Julho, passou a ser palco de eventos sobrenaturais e por isso atrai o olhar de curiosos.

O fogo se alastrou rapidamente pelos 25 andares do edifício e quem estava trancado no prédio tentou desesperadamente salvar sua vida, na maioria das vezes em vão. Um exemplo disso é o ocorrido com as treze pessoas que tentaram escapar pelo elevador mas, que devido à grande proporção do fogo, acabaram morrendo. Não foi possível identificar as vítimas e por isso foram enterrados todos, lado a lado, como indigentes, no cemitério São Pedro.

Há quem atribua às treze almas o poder de fazer milagres e isso faz com que a sepultura receba milhares de visitas, principalmente durante as segundas feiras, considerado dia das almas. Pessoas que moram ou que frequentam o cemitério relatam que vez ou outra é possível ouvir gemidos de dor e pedidos de socorro.

Sabendo a maneira que aquelas pessoas morreram, como forma de cessar os barulhos sobrenaturais, foi derramado água sobre as sepulturas, calando assim o choro das treze almas.

O que mais impressiona é que aquele mesmo terreno já havia vivenciado algo assustador 26 anos antes do incêndio acontecer. Era 1948 e a Guerra Fria estava preocupando todo o mundo, exceto o professor de Química da USP (Universidade de São Paulo), Paulo Ferreira de Camargo. Solteiro, o professor morava com a mãe Benedita e suas duas irmãs, Maria Antônieta e Cordélia.

No dia 5 de novembro, Paulo informou aos amigos que faria uma a viagem com sua família para o Paraná. Alguns dias depois, enviou notícias que sua mãe e irmãs haviam falecido em um acidente de carro próximo a Curitiba. No entanto, como não houve o sepultamento dos corpos, vizinhos e amigos começaram a desconfiar.

Com as investigações fervendo foi descoberto que Paulo havia construído um poço no quintal da casa no fim de outubro. Como seu álibi era incoerente a polícia pediu ajuda ao Corpo de Bombeiros para examinar o local. Dessa forma foram encontrados, no fundo do poço, os corpos de sua mãe e irmãs.

Paulo, que acompanhava tudo de dentro da própria casa seguiu ao banheiro e tirou sua vida. O motivo do crime ninguém sabe ao certo, mas o que falam as más línguas é que o seu romance com uma enfermeira foi totalmente desaprovado, o que o irritou profundamente.

E você? Acredita que o terreno do Edifício Joelma possa ser amaldiçoado?

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Nicoli Maia
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Possui 17 anos, mora em Recife, é estudante, colunista, sonhadora, apaixonada por História e livros.

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